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segunda-feira, 19 de junho de 2017

O poder e a energia das ervas....

Ervas são capazes de aliviar a dor, facilitar a digestão e fortalecer o sistema imunológico. Mas ainda é mistério para a ciência entender por que muita gente acredita no poder que elas têm de atrair amor, proteção e prosperidade. Podemos encontrar uma pista sobre a origem dessa crença se voltarmos um pouco no tempo. Os egípcios achavam que só os deuses poderiam ter criado plantas tão aromáticas como as ervas, por isso, mantinham-nas por perto para que pudessem se aproximar do sagrado. Até hoje eles queimam o alecrim nos templos e igrejas. Já os romanos faziam coroas de louro aos atletas para que, além de um físico são, tivessem uma mente sã. Daí o ditado "mente sã, corpo são". Sem falar nas nossas benzedeiras, que usam galhos de arruda para espantar a energia ruim que emperra o caminho ou prejudica a saúde da pessoa benzida. Segundo Adriano Camargo, autor do livro O Poder das Ervas (ed. Panorama), no Brasil, a relação mística com as ervas foi herdada da religião africana e dos rituais indígenas. Os adeptos da fitoterapia também recorrem a elas para dissolver sentimentos desfavoráveis: "as moléculas aromáticas das ervas são captadas pelo olfato e traduzidas para o sistema límbico como impulsos nervosos que atuam diretamente no humor e estado físico e emocional", escreve Ângela Lima no livro Banhos Terapêuticos e Ritualísticos (ed. Epub). Confira as propriedades de algumas ervas purificadoras: ALECRIM: Origem: Mediterrâneo. Os gregos faziam coroas com essa erva para usá-las nas festas como símbolo de prosperidade. Se a missão fosse intelectual, entrelaçavam seus ramos no cabelo para estimular a memória. Segundo a cultura popular, suas folhas fazem a energia circular, evitando o acúmulo de vibrações negativas. A infusão usada no banho ou borrifada no ambiente traz equilíbrio e alegria. MANJERICÃO: Origem: Ásia. Associado à riqueza, abundância e boa sorte. Dizem que, na casa onde são cultivados sete tipos diferentes de manjericão, o dinheiro e a prosperidade estão garantidos. Seu aroma é considerado estimulante e revitalizador. Usado no banho, "lava" toda a energia ruim. Diz a crença popular que pessoas que fazem trabalhos intelectuais rendem mais quando têm um vaso da erva no ambiente. LOURO: Origem: Oriente. Desde a Antiguidade ele representa a glória, o triunfo e a fama, tendo sido muito usado pelos gregos e romanos como símbolo de status. O imperador romano Júlio César acreditava que a coroa de louro clareava a sua mente, ajudando-o a governar melhor. Segundo a crença popular, manter uma folha seca dentro da carteira atrai dinheiro. E a infusão usada no banho ou no ambiente purifica e relaxa. BABOSA: Origem: África. Foram os escravos que trouxeram essa planta para o Brasil. Eles acreditavam que ela tivesse o poder de afastar qualquer tipo de doença. O gel encontrado no interior da folha é considerado excelente para fortalecer os fios de cabelo e tratar queimaduras. BOLDO DO CHILE: Origem: Chile. Nas religiões afrobrasileiras, ele é conhecido como tapete de Oxalá. É usado para acalmar, permitindo que você tenha uma visão melhor para os negócios e, com isso, maior chance de prosperar. Curiosamente, a fitoterapia recomenda o boldo para problemas digestivos e para manter o fígado, órgão da ira, equilibrado. lantar e cuidar. Encontre um espacinho para tê-las sempre ao seu lado. ORÉGANO: Origem: Mediterrâneo. O aroma marcante desta erva promove vigor e ajuda na tomada de decisões. "O orégano e a manjerona (as duas são parecidas) são plantas usadas para fortalecer o amor e proteger a casa. Um vaso com essas ervas é um ótimo presente para quem está triste e deprimido, pois elas atraem alegria e pensamentos felizes", sugere Rosy Bornhausen, autora do bonito livro As Ervas do Sítio (ed. Bei). SÁLVIA: Origem: Mediterrâneo. Existe um ditado romano que diz assim: "Como alguém pode ficar doente tendo sálvia plantada no jardim?". Essa planta costumava ser colocada ao lado de uma pessoa enferma para que a folha - comprida, peluda e rugosa - pudesse absorver a energia ruim para depois ser queimada. Na mitologia, a sálvia aparece como um escudo contra mauolhado e olho gordo. Fonte : Revista Bons Fluídos

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